Pedro estava indo viajar para São Paulo com a sua irmã, mas para viajar sem os pais, precisava de uma autorização. Descobriu que a autorização estava vencida ao chegar na Aeroporto.
Após refletir muito, sentado na Aeroporto (com um velho muito estranho o encarando), decidiu ir para casa.
Como as moças que trabalhavam na aeroporto não conferiam os documentos antigamente, Pedro colocou um terno, uma armação de um óculos da sua irmã e carregou um livro em inglês de Shakespeare nas mãos.
Com cara de um advogado maior de idade, conseguiu embarcar sem a tal autorização. Quando estava na sala de embarque, o velho estranho continuou o encarando e depois veio dizer que com aquele livro nas mãos, ficou mesmo com cara de mais velho.
Pedro voltou para a escola e reencontrou a Ana Paula, uma menina que já havia sido sua amiga, sua inimiga e que estava vindo a ser sua mais nova amizade colorida. Porém, a menina era apaixonada por um menino mais velho que nem ligava pra ela.
Depois de se declarar para Ana Paula e ser recusado, Pedro teve sua formatura, onde havia se prometido que iria falar com a Ana Paula pois era a última chance que eles tinham de ficar juntos. Mas quando a formatura já havia começado, um menino entrou no salão e sentou ao lado de Ana, a cumprimentando com um beijo.
O professor convidado para fazer a palestra foi, ninguém mais ninguém menos, do que o velho estranho da aeroporto. Ele fez um discurso horrível, onde dizia que as pessoas iriam de distanciar na faculdade.
Depois de um tempo na faculdade de história, Pedro já não sabia mais se era aquilo que queria. Encontrou um professor de história da escola e o contou sobre essa dúvida. Este, aconselhou a Pedro o Professor Nabuco (que vinha a ser o velho da aeroporto e o palestrante que destruiu sonhos na formatura) pois disse que foi ele que o ajudou quando estava com essa mesma dúvida na faculdade.
Ao chegar na casa de Nabuco, o homem, além de ser super grosso com Pedro, lhe deu uma tarefa que parecia ser inútil: descobrir a frase chave no conto de Shakespeare "O Rei Lear".
Pedro começou a ler o texto, mas como era em inglês de muito antigamente, decidiu assistir a um vídeo da peça e depois tentar continuar a ler. Mesmo sem conseguir completar a primeira tarefa, Nabuco lhe de outra: fazer uma pesquisa sobre a natureza humana.
Um dia, Pedro seguiu Nabuco até um cemitério. O velho conversava com uma lápide e quando saiu, Pedro viu que o nome da mulher era Cecília.
Um dia Nabuco foi viajar. Quando o dia de sua volta chegou, Pedro foi até sua casa, mas quem atendeu a porta foi uma japonesa que era afilhada do Nabuco e estudava na França. Seu nome era Mayumi.
Obviamente, Mayumi e Pedro viraram amigos e acabaram se apaixonando. Porém, ela iria voltar para França.
Quando o Professor Nabuco voltou, logo perguntou como aquilo tinha acontecido, Disse que Mayumi não podia ficar no Brasil. Disse que o que ela estudava na França era raro. E por fim disse que gostava de Pedro e que eles deviam esperar até ela voltar da França dali um ano.
Pedro disse que sem Mayumi por perto, sentia que iria envelhecer dez anos. Após esse comentário, o professor Nabuco perguntou se ela havia contado que ele tinha um apelido. Pedro respondeu que não com a cabeça e o velho disse: "O Fazedor de Velhos".
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